maio 31st, 2005Pensamento

“E no final todos buscam
algo que n?o podem alcan?ar…”

Pessimista esse pensamento? Acho que n?o, ter um objetivo distante, dif?cil -praticamente imposs?vel- de se conquistar, nos impulsiona, nos faz erguer a cabe?a e seguir adiante.

maio 29th, 2005Novos amigos?

Come?ou em 95, esse maldito v?cio de internet. Antes disso, se n?o me engano em 94/95 era o BBS, CentroIn BBS para ser mais espec?fico. Com o meu modem de 14.400bps, fazia estrago trocando mensagens usando o login do meu pai -afinal, eu era menor de idade-, entrava no meio das conversas alheias com a maior cara de pau, fazia novos amigos, cantava as mulheres mais velhas -e rezava para nenhuma delas ligar pra c? perguntando pelo nome do meu pai, sen?o poderia causar um div?rcio hehehehe-, quando passei para a Internet, continuava cara de pau, fazia amigos todos os dias, quando passei a usar o mIRC continuei no mesmo ritmo, mas aos pouco fui diminuindo, ficando mais s? com “a minha galera“, at? que agora eu realmente s? converso com quem eu conhe?o, e ? raro eu conhecer gente nova.

Acho que estou ficando velho, e estou come?ando a seguir o conselho que minha m?e me dava quando menor, para n?o falar com estranhos. Ainda mais fora do mundo virtual, onde suspeitamos ainda mais das pessoas. Acho que tenho ficado medroso. Confiar nas pessoas tem se tornado mais complicado, na verdade deve ser coisa da vida, dessas li??es que a gente vai aprendendo e nos tornando mais individualistas…

Me falaram que entrar na minha lista de MSN, ? mais dif?cil do que entrar para a Ma?onaria. N?o devo ser t?o seletivo assim, j? que eu j? tive que bloquear/excluir alguns contatos, mas eu n?o tenho mais paci?ncia de perguntar “Oi, tudo bem? De onde voc? ?? O que faz da vida?“, ou coisas desse tipo… ? eu sei, estou ficando velho e chato.

O Autor sabe que ? bem anti-social ?s vezes, mas n?o pode evitar, afinal sempre obedece aos conselhos de sua m?e

maio 29th, 2005Um dia…

Um dia… Algu?m vai encontrar meus rabiscos e dizer… “Ta? um garoto que n?o tinha mais o que fazer, e n?o conseguia guardar suas id?ias apenas na cabe?a. Talvez tivesse uma cabe?a pequena demais, ou id?ias espa?osas demais. Tanto faz, se expressou, sem se importar com quem lia ou deixava de ler. Quebrava suas pr?prias barreiras a cada dia, talvez n?o tivesse uma proje??o muito grande mas escrevia quando tinha vontade, sem compromissos ou sem esperar a aprova??o de algu?m que n?o fosse ele mesmo.

Ou talvez quando eu tiver uns 147 anos -sim, eu sou imortal-, eu olhe para tudo que escrevi e diga “Ta? um garoto que n?o tinha mais o que fazer… BlahBlahBlah“, talvez eu seja algu?m daqui h? 124 anos, talvez eu j? seja hoje, ou quem sabe eu nunca venha a ser. Ser? que algu?m ?? Ser? que eu vou conseguir ler com 147 anos? Ser? que eu vou lembrar que escrevi algo quando tiver 147 anos? Vai existir ?gua at? l?? Se n?o existir, bebo outra coisa, tanto faz. Se n?o existir computador, continuo escrevendo no papel, se n?o houver papel, escrevo nas paredes. Se eu morar na rua, escrevo na pele para n?o sujar a cidade.

Verdade seja dita, todos esperam reconhecimento. Todos gostam de receber elogios quando fazem algo, quando se esfor?am -alguns at? sem esfor?o, mas…- e eu n?o sou nem um pouco diferente. S? que eu n?o me torturo por isso. Se 10, 15 ou 157634 pessoas entram aqui e l?em, tanto faz, tanto faz tamb?m se s? eu ler -coisa que eu fa?o bastante, sou o meu melhor e mais cr?tico leitor-. Leio, releio e re-releio (?!) quantas vezes me der vontade. De vez em quando pe?o para algu?m ler algo que escrevi, ou ent?o induzo de alguma forma. Mas n?o imploro, pois a leitura n?o deve ser for?ada caso contr?rio, se tornar? um sacrif?cio tremendo e todo e qualquer texto ser? visto como um fardo a ser carregado, mais ou menos como acordar ?s 7 da manh? de uma segunda-feira para estudar o funcionamento do m?sculo inferior direito da pata de uma lagartixa australiana. Assustador, n?o?

Se daqui h? algum tempo algu?m ler tudo que escrevo aqui e/ou escrevi em outros lugares e me chamar de maluco, tudo bem tamb?m. Pelo menos leu. Se me chamar de normal, a? eu vou ficar preocupado… a inten??o n?o era essa, estou longe de ser normal.

Bom, voltarei a assistir Cartoon Network… ? bom entorpecer o c?rebro quando o t?dio come?a a tomar conta, a sensa??o de tempo some, voc? n?o percebe que est? perdendo a vida. Bons sonhos a todos.

O Autor n?o acha que TV seja um desperd?cio de vida, apenas uma perda de tempo, por isso vai desligar a TV e ler um livro

Visto de cima

Com essa cara… voc?s acham mesmo que o Autor ? algu?m normal?

Depois de jantar e de deixá-la em casa -mesmo com a autorização de Seu Jonas, ainda não era a hora certa para abusar da boa vontade da família e muito menos da sorte-, era hora de ir para casa e sonhar, dormir tranqüilo e pensar no que fazer no dia seguinte. Seria simples assim se a vida fosse simples -coisa com que nem a mais simplista das pessoas consegue concordar-, vamos então saber o que realmente aconteceu.

Quando chegaram na casa de Joana, havia um silêncio assustador -vale ressaltar aqui que o silêncio não é apenas a ausência de sons, e sim um definidor(?!) de climas, existem os silêncios amedrontadores, excitantes, constrangedores e vários outros-, as luzes da casa apagadas indicavam que havia algo de errado, afinal o Fantástico nem havia começado.

Por algum motivo -desses motivos que chamam de acaso, ou sexto sentido-, José pensou em Lucas, mas logo abandonou a idéia, afinal Lucas estava preso… … … Não estava? José tremeu com o simples pensamento de encontrar Lucas nervoso querendo se vingar por ter ficado preso -sim, crianças são vingativas- e se preparou para o pior -proteger órgãos vitais é a ordem que o cérebro dá nessas horas-, ativando assim o tão conhecido instinto de sobrevivência.

Caminharam devagar pelo jardim, Joana abriu a porta da frente e encontrou a sala completamente escura, tentou acender a luz mas não conseguiu, caminhando pela sala percebeu que cacos de vidro estavam espalhados pelo chão. “Eu tenho uma lanterna no carro” disse José, já correndo em direção ao carro e voltando o mais rápido que conseguiu. Ao iluminar a sala com a lanterna, se deparou com um vandalismo sem comparação, as paredes todas rabiscadas, marcas de mãozinhas e tentativas de se escrever “Lucas” por todas os cantos da sala e do corredor. Joana chamou por seus pais e no andar de cima, Lucas percebeu que suas próximas vítimas haviam chegado. Seguindo os barulhos que ouviram, Joana e José chegaram até a dispensa da casa, e encontraram Seu Jonas e Dona Ruth trancados.

Isso é coisa daquele moleque!! Ahh quando eu pegá-lo…” dizia Seu Jonas, aliviado por sair daquele quartinho. Quando olhou para as paredes de sua casa e viu toda aquela bagunça, teve vontade de chorar, mas o choro cedeu lugar à raiva e pensou nas 74 maneiras de esganar uma criança mimada -a imaginação das pessoas flui quando se trata de técnicas de tortura, há teorias que explicam isso através de vidas passadas, vividas na Idade Média, é claro-. Procuraram por toda a casa, com a maior cautela possível, José entrou no quarto de Joana e viu todos os bichinhos de pelúcia rasgados, e Lucas chorando sentado na cama, repetindo bem baixinho: “Eu só queria brincá com o gatinho.” José se aproximou bem devagar e sentou-se ao lado dele, enquanto pensava no que dizer José só ouvia os berros de raiva de Seu Jonas -que estava descobrindo o tamanho do estrago que o capeti… Ops, digo, pequeno Lucas havia causado na casa-. Vendo Lucas chorar, José percebeu que a culpa de toda aquela situação não era da criança -e muito menos do gato-, e sim dos pais que não deram limites e não souberam ensinar o que se pode e não se pode fazer, ainda mais estando em uma casa que não era sua. Pode parecer papo de psicólogo, e alguns radicais vão dizer que Lucas merece ir para um internato, mas não é bem assim -mesmo porque o internato iria devolver Lucas em menos de 3 dias-, José então pensou em um plano e rezou para que Lucas entendesse. “Você vai fingir que está dormindo, Lucas. Até os seus pais chegarem, dessa forma ninguém vai brigar com você, eu prometo.” Lucas pode não ter entendido muito bem o objetivo final de José, mas se ele não iria levar bronca, estava tudo certo então.

José desceu até a sala e chamou todo mundo, dizendo que havia encontrado Lucas, mas que ele estava dormindo. Óbvio que estava mentindo, mas a raiva de Seu Jonas não o deixou perceber isso, tratou logo de começar a subir as escadas, mas foi impedido por Dona Ruth -que percebeu que José estava ficando desesperado e achou que era melhor impedir seu marido de esganar Lucas primeiro, para depois tentar entender a situação por completo-, que justificou-se dizendo que era melhor deixar Lucas dormindo do que ter que aturar mais destruição e vandalismo em sua casa -é, eu sei, estranho uma criança de 4 anos conseguir fazer tudo isso, mas ela fez-. Pouco tempo depois, os pais de Lucas chegaram e ficaram assustados com a bagunça -já bem menor do que no início, mas ainda não havia passado tempo suficiente para se arrumar tudo- e perguntaram se Lucas havia feito aquilo tudo -eles conhecem a peste que têm-, mas Dona Ruth disse -antes mesmo que Seu Jonas completasse sua primeira sílaba que fora Lucas sim, mas que estavam todos brincando então não havia problema algum, e que Lucas estava dormindo no quarto de Joana. Lucas fingiu estar dormindo por mais tempo do que aguentava e acabou dormindo de verdade, sendo carregado no colo por seu pai, sua expressão era de um anjo -acordado ele era um Anjo Caído, mas dormindo transmitia uma serenidade sem igual-, e enquanto passava pela porta, abriu um pouco os olhos e sorriu para José, um sorriso que na verdade era um agradecimento silencioso por José ter salvo sua pele.

Joana percebeu, mas só mais tarde entendeu, quando José explicou o que havia acontecido. É, José subira no conceito de seu amor…

O Autor gosta de fazer bagunça de vez em quando, e confessa fingir que está dormindo para não levar bronca também

maio 26th, 2005Nova Ordem Mundial

É a minha proposta! Uma Nova Ordem Mundial. Chega de pensarmos em nós primeiro para depois percebermos que existem outros à nossa volta. Não há sentido para divisões territoriais e muito menos culturais. Não há sentido para que pedaços de papel controlem o mundo, será que somos tão controláveis assim a ponto de realmente acreditar que o mundo sem dinheiro não funcionaria? Você já viu alguém dando uma nota de 5 reais para uma árvore antes de retirar seus frutos?

Eu proponho um esclarecimento das mentes, uma libertação das amarras! Devemos evoluir pensando apenas em melhorar e não em ficar mais ricos, por quê não construir algo pensando apenas no bem da humanidade? Somos tão mesquinhos assim? Chega a ser uma heresia pensar assim, né? Afinal, isso acabaria com o emprego de várias pessoas, e certos cursos universitários perderiam o sentido -afinal, quem vai estudar contabilidade ou economia, se o dinheiro não existe?-. Tudo teria que ser repensado, seríamos uma sociedade mais igualitária, creio eu. Mas sei que este mundo não está preparado para ser assim… Ainda.

Realmente somos muito mesquinhos, eu sei porque eu sou, não digo mesquinho no pior sentido da palavra, mas o ser humano tem a horrível mania de querer se dar bem em qualquer coisa, e definitivamente controlar as mentes das pessoas para que elas não pensem assim, seria tirar o livre arbítrio e aí não estaríamos sendo melhores do que os atuais governantes do mundo. É necessária uma leve mudança em nossos pensamentos, do jeito que está não vamos melhorar nunca. Não digo isso só no Brasil, corrupção, desigualdade, violência, isso existe em toda a parte da Terra não importa o quanto seus governantes tentem disfarçar.

Tá bom, eu confesso que na minha mente é tudo mais simples, qualquer problema tem solução e nada é difícil de se fazer, mas as coisas não deveriam ser tão complicadas, acho que falta apenas um pouco de boa vontade. Temos que encarar o mundo como sendo nossa família -uma família BEM grande, é verdade, mas ainda assim uma família-, com tios chatos, primos do interior, irmãos implicantes, caçulas brigões, netos mimados, vovós acolhedoras, pais preocupados e todos os outros personagens de uma família misturada. Como toda família, temos algumas brigas, mas tudo sempre pode ser resolvido com uma conversa, durante o almoço de Domingo na casa dos avós.

Falando o que deve ser feito não estou, de forma alguma, dizendo que esse é o único caminho. Tenho plena consciência de que não sou o dono de verdade, e também a pessoa mais indicada para reformular o mundo, sei que existem pessoas mais preparadas para tal tarefa. Apenas acho que cada um de nós deva mudar um pouco, para que no final tenhamos uma grande mudança a nível mundial. Uma Nova Ordem Mundial!

O Autor sempre teve sonhos de conquistar o mundo, junto com o Pinky e o Cérebro


© 2007 [Spy Inc.] | Curved 3-Columns by Felix Ker. | Powered by Wordpress