Tá bom, eu confesso que me acho O fotógrafo -pelo menos até eu ver alguma foto de algum fotógrafo profissional, que aí a ficha cai de que eu ainda tenho muito o que aprender-, principalmente depois que comprei uma câmera digital -3.2 Megapixels apenas, 2x de zoom óptico e uma função macro fantasma e temperamental, que aparece quando quer- e comecei a clicar tudo que via pela frente -sem gastar dinheiro comprando filme, fica mole heheheheh-, cheguei a trabalhar de fotógrafo de site de festas -okay, eu faço a propaganda… Nightrio-, e fotografo qualquer evento que aparece na faculdade, óbvio que não faço parte da equipe de fotografia de lá, mas gosto de fotografar. Tenho planos de largar a computação quase por completo e partir para fotografia, mas só depois de comprar a máquina profissional, mas voltando ao assunto principal -qual era mesmo, hein?-, eu tenho esses devaneios, de achar que minhas fotos são ótimas -elas não são tão ruins assim, no Multi[SPY] tem algumas- só que essa é uma opinião pessoal e eu não saio espalhando por aí, enfim cheguei ao ponto que eu queria.

Com a democratização das câmeras digitais tornou-se comum fotografar tudo, e quando eu digo TUDO, é TUDO MESMO, desde casamentos, noivados, até um prato sujo com restos de pizza -resultado de 2 horas em um rodízio de pizza- e as pessoas começam a achar essas fotos as mais originais e interessantes do mundo. Tudo bem, tudo bem, eu sei que gosto não se discute, mas eu ainda acho que as câmeras digitais banalizaram a fotografia. Um bom exemplo disso é o site Fotolog, onde você tem 98% dos fotologs servindo apenas para elevar o ego de “modelos frustrados“, fazendo suas ‘auto-fotos-os homens fazendo poses de malvados, e as mulheres de meigas- que para mim são todas iguais.

Note bem, eu nada tenho contra as pessoas comprarem máquinas digitais e fotografarem até o nascimento de uma pulga, mas mesmo levando minha máquina para onde quer que eu vá, em certos lugares eu me recuso a usá-la, afinal ficar disparando flashes o tempo todo -além de cegar quem está olhando para a máquina-, irrita as pessoas ao redor. Eu pelo menos me sinto irritado. E aí você escuta aquelas frases: “Agora tira uma minha com o copo na mão esquerda“, “Agora na mão direita“, “Pera, pera, agora com o cabelo preso e a cabeça inclinada“, “Noooossa!! Que lata de lixo linda, tira uma minha ao lado dela“, “Uhul! Fotolog vai bombar!!” e você reza para que a pilha da máquina acabe logo, e que não seja recarregável e que não haja jornaleiro nenhum por perto aberto vendendo as malditas ‘Duracell‘, ou então que passe algum trombadinha e contribua para o aumento das estatísticas de furtos noturnos.

Eu sei, eu sei, eu também gosto de brincar com a máquina, desde meados de 2002 -quando comprei a minha-, eu já coleciono uns 7 ou 8 CD’s repletos de fotos, e a contagem de fotos da minha máquina -que vai de 0 até 9999- já se auto-reiniciou 3 vezes, isso porque eu tinha um cartão de 16Mbytes só -agora que eu tenho 2 cartões de 256Mbytes cada, já nem fotografo tanto-, claro que o fato de eu ter usado minha máquina como instrumento de trabalho por mais de 1 ano no site mencionado anteriormente, contribuiu e muito para esse número gigante de fotografias.

Tá bom, eu devo respeitar as opiniões alheias, e respeitar o direito das pessoas fazerem o que bem entendem com o seu dinheiro e tempo, mas eu também tenho o direito de expressar minha opinião. E tenho dito. Morte aos fotógrafos-de-meia-tigela.

Minha m?quina, poderosa m?quina

Se suas lentes pudessem falar e contar o que já foi flagrado

O Autor sabe que não é fotógrafo, mas de vez em quando acerta algumas fotos