WTF?
Pipoca -reza a lenda que cinema sem pipoca é como um chafariz desligado, só tem a forma, mas não a função básica-, chocolate -sim, chocolate também é essencial-, refrigerante -afinal, depois você vai ficar com sede-. O filme já havia começado, Joana olhava toda hora para trás e via seu amor tão longe. José estava inquieto, não conseguia prestar atenção no filme e nem ligava para as crianças fazendo bagunça nas cadeiras à frente da sua, muito menos para a senhora ao seu lado que comentava cada frase do filme, ou para o jovem que mascava chiclete com a boca aberta fazendo aquele barulho agradabilíssimo. José pensava e pensava, até que chegou a uma solução… E quando Joana olhou para trás novamente não o viu, começou a ficar preocupada, mas logo sentiu uma mão segurando a sua, Joana -que estava sentada na fila do corredor- se virou e viu que era José, sentado no chão e olhando para ela com uma expressão de felicidade, não importava se o chão estava sujo, ou se ele havia sentado em algum -ou vários- chiclete. Ficar ao lado de sua amada era o que importava. E coitado do lanterninha que tentasse tirá-lo dali, era mais fácil esvaziar o cinema inteiro do que afastá-lo novamente de Joana.
Se perguntarem, ele nem vai saber contar alguma parte do filme, esqueceu da vida, acariciando a mão de Joana -que também se distraiu, perdida nos carinhos que recebia-. E quando o filme acabou, ambos elogiaram o filme -e nem perceberam que todas as outras pessoas odiaram a película-, pois para eles o filme mesmo era o amor de um pelo outro. É bem verdade que em namoros, especialmente no início, muitos ingressos de cinema são comprados, mas poucos filmes são vistos, casais apaixonados se comportam assim. Não importa o lugar, o que importa é ter a pessoa de quem se gosta ao lado. Cinemas, teatros, parques, ruas -e em um futuro talvez não muito distante, viagens interplanetárias-, tudo se torna secundário -terciário ou até quartenário- estando com a pessoa amada.
Depois do cinema -uma ida ao banheiro para tentar remover os chicletes que haviam se fixado na calça de José, sem muito sucesso, é claro- e de um passeio pelas lojas -onde José, sendo um pouco esperto, prestou atenção nas preferências de Joana-, foram jantar. É bom lembrar que sempre se deve perguntar à mulher onde ela deseja jantar, caso ela diga que tanto faz -ou qualquer variação dessa expressão de indecisão-, somente então você deve tomar a iniciativa mas, é sempre bom também, saber pelo menos o tipo de comida que ela gosta -no nosso caso, José está frito, ou vocês se esqueceram do almoço familiar?- para não ter que passar pelo constrangimento dela não gostar da sua escolha.
“Que tal um restaurante vegetariano?” Arriscou José, nervoso e já sentindo o gosto do brócolis novamente em sua boca. “Ah não… Eu já sou obrigada a comer essas porcarias em casa, quero qualquer coisa que não seja verde ou natural” Disse Joana, para a surpresa de José -que começou a ouvir um coral de anjos e viu uma luz celestial iluminando sua amada- que teve vontade de suspendê-la no ar, rodopiar com ela em seus braços e agradecer aos céus por esta revelação. Por pouco não berrou para que todo o Shopping ouvisse o quanto ele a amava, mas se recompôs e apenas sorriu, berrando de felicidade por dentro, não seria mais um escravo dos vegetais.
Enquanto isso, Lucas estava disposto a ensinar uma lição a todos naquela casa: Ninguém coloca Lucas Figueira Santos de castigo, mesmo que ele não soubesse que esse era o seu nome completo, a lição seria ensinada, por bem ou por… … … Na verdade, ele ensinaria da pior forma possível mesmo.
O Autor confessa que é carnívoro, mas não tem nada contra vegetarianos, só contra brócolis e/ou outros alimentos verdes/naturais
Complicado definir o tema de algo. Os pseudo-intelectuais dizem que "Definir é limitar", mas talvez definir seja se encontrar, ou algum outro sentido que vocês queiram. Nunca consegui definir exatamente o que falo aqui, mas na maioria das vezes faço isso com humor. Às vezes falo sério demais, e às vezes nem falo, enfim, tudo que eu achar interessante, coloco aqui. Tem gente que gosta, tem gente que nem sabe que escrevo aqui. Agora, pare de ler isso aqui e presta atenção nos posts no lado esquerdo do site!
Bebel
maio 22nd, 2005 às 13:02
Sorte de Jos? que Joana o conhece suficientemente bem e tem consci?ncia que ele n?o gosta de verduras e legumes.
De qualquer forma, Jos? poderia ter indicado um restaurante que servisse tanto o que Joana e ele apreciam.
Beijinho
Obs. O fato de Joana apreciar comidas mais saudaveis que Jos? n?o quer dizer que ela tamb?m n?o gosta de “junk food” as vezes.
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