agosto 31st, 2005Alterações Climáticas

O calor no Rio de Janeiro está TÃO intenso que afetou pessoas em São Paulo.

Esse é o único motivo que imagino para justificar uma afirmação que o ACM Neto pronunciou no Programa do Jô desta noite (30/08).

Um deputado que renuncia ao seu mandato para evitar a perda do mesmo, está assinando sua culpa pela eternidade“, ou algo assim… O sentido do seu pronunciamento foi esse, já as palavras usadas não posso garantir, pois fiquei extremamente chocado ao ouvir essa declaração. Assumir que seu avô é ladrão, em cadeia nacional (e para alguns outros países), é algo um tanto quanto inusitado, seria como se o Bush resolvesse assumir que explodiu torres em seu próprio país, para ter uma desculpa e iniciar uma guerra. Teorias conspiratórias é parte, voltemos ao assunto inicial.

Não que eu discorde dele, concordo plenamente (não pensem que é fácil assumir que concordo com alguém como o ACM Neto)… Mas então o ACM (o avô) é culpado? Ou ninguém se lembra do ‘Caso da Lista‘, e da alteração do painel do Senado (confesso que não me lembro de detalhes, nem se foi mesmo o painel do Senado que foi alterado, mas lembro da renúncia do ACM, para fugir da cassação), realmente somos um país sem história, de memória curta, acho que memória seletiva se aplica melhor ao nosso caso. A Imprensa seleciona e nós guardamos. Lembram os anos que o Brasil foi Campeão Mundial de futebol? Pois é.

Peraí, peraí! Espere um momento! Não é possível… Ele não pode ter falado isso. Aliás nem deu pra confirmar se ele realmente quis dizer o que disse, porque uma mosca atrapalhou a entrevista e quando o Jô voltou a falar, mudou de assunto, perdendo uma chance HISTÓRICA de arrancar uma declaração mais explícita da culpa (se é que é possível explicitar mais ainda), desses Coronéis da Bahia. Mas o Jô só acaba com a imagem de pessoas que não lhe agradam, então já era de se esperar que ele não tocaria em certos assuntos, mesmo com uma deixa como aquela.

Depois ainda dizem que a imprensa é imparcial… Até o Bira mandou um abraço pro “Velho“. Tsk, tsk, tsk.

E o clima só vai mudar lá pra sexta-feira… Uma looooonga semana.

Ps.: Roubando um link do Kibeloco, uma matéria sobre a Renúncia de ACM

O Autor não tem mais nada a declarar

agosto 30th, 2005Dia frio, não?

[Spy Inc.] Informa:

48° na sombra.
É como se todos os bairros do Rio de Janeiro virassem Bangu.

Não dou muito tempo para alguém reportar a descoberta de um pombo frito no asfalto da Av. Rio Branco…

O Autor não se sente confortável nem dentro de seu iglu

agosto 29th, 2005Formigas

Qual o local mais estranho onde já viram um formigueiro?

Formigas
Que tal uma caixa de CD?
O Autor descobriu que formigueiros não existem só na terra. Formigas também gostam de ouvir música

agosto 25th, 2005Profecia – Parte II

E Deus provou o sorvete de abacaxi e gostou,
decretou que o sorvete de abacaxi seria a comida
sagrada dessa nova era que se iniciava…

Mas quando ia se pronunciar, foi interrompido pelo barulho do tiroteio que se iniciou na praça onde estavam.

- Mas será que ninguém mais respeita Deus nesse mundo?
- Se abaixa antes que tome um tiro na cabeça!!
- Eu não sou mortal como você…
- Quer que todo mundo saiba que você é ‘Deus’?
- Não. Mas por que esses dedinhos balançando quando diz que eu sou Deus? Está blasfemando novamente?
- Cala a boca e se abaixa logo!

E Deus viu que a costela de Adão conseguia acabar com o livre arbítrio de qualquer um.

Passado o tiroteio, enquanto a polícia recolhia os mortos, e saqueava os corpos, os dois resolveram sair dali (Deus até esqueceu o sorvete de abacaxi), procurando um lugar mais calmo.

- Lugarzinho perigoso esse, não?
- É claro, você deu aos homens essa noção de poder pela força…
- Opa! Eu não! Vocês têm livre arbítrio. Não controlo vocês.
- Mas quem nos deu esse livre arbítrio?
- Err… foi o departamento de evoulção.
- E você não fiscalizava o que eles faziam?
- Não, não posso fiscalizar tudo, esse papo de Onipresença não é verdade, foi invenção dos marketeiros.
- Marketeiros?
- É… Eles cuidam da minha imagem.
- Não estão fazendo um bom trabalho…
- É, eu sei, mas é difícil explicar a real razão da minha existência para os mortais.
- Me explique.
- Você morreria ao saber, sua mente não foi criada para receber tal informação.
- *Humpft!* Também não queria saber mesmo…
- Infelizmente, enquanto estiver aqui na Terra, tenho que ser como um de vocês.
- Ou seja… Não adianta nada ser Deus, porque você não pode fazer nem falar nada que só Deus poderia…
- Mais ou menos por aí.
- Então você pode ser um louco que julga ser Deus e que usa essas desculpas para não ter que se desmentir!
- Eu não estou mentindo!! Mas que saco!! O que Deus precisa fazer pra ter um pouco mais de credibilidade por aqui?
- Que tal um milagre?
- EU JÁ DISSE QUE NÃO VOU FAZER MILAGRE NENHUM!!!
- NÃO GRITA COMIGO!! SEU GROSSO!!!
- Err… *aham-ham*… Me desculpe, mas é que fica muito mais difícil controlar a Ira Divina aqui na Terra. Esse planeta me faz ter sentimentos humanos demais…
- Não me interessa o que acontece com você e seu Chilique Divino! Eu não berrei com você, então da próxima vez que berrar comigo vai levar um safanão!
- Você não ousaria bater em Deus, ousaria?
- Você podia ser até o Papa!
- Mas o Papa nã… Err… Tudo bem, me desculpe.
- Cansei de você. Vou embora!
- Espere! Você não pode me deixar aqui sozinho! Nem sei onde estou.
- Você não é Deus? Se vira…
- Mas, mas…

E assim Deus foi largado sozinho no meio da cidade, sem ter muita noção de onde ir, acabou chegando em uma Igreja, e achou que estava à salvo, afinal, a Igreja é a Casa de Deus, não?

- Com licença, padre… Onde fica o meu quarto?
- Seu quarto? Isso aqui não é um hotel, meu filho.
- Mas aqui é a Casa de Deus!
- Sim, mas não temos nenhum albergue aqui na paróquia.
- Eu sou Deus.
- Ha ha ha, meu filho. Não faça esse tipo de brincadeiras dentro da Igreja, Deus pode se zangar com você.
- Como eu vou me zangar comigo mesmo? Só quando erro algum raio, ou quando alguma criação minha não dá certo. Só assim fico com raiva de mim.
- Não blasfeme, meu filho.
- Pra começo de conversa, eu não sou teu filho. É ao contrário… Eu te criei, logo não posso ser seu descendente. E eu quero saber onde eu vou ficar enquanto passo esses tempos aqui na Terra. Achei que seria bem-vindo na minha própria casa, mas estou vendo que não sou. Saiba que a partir de agora, eu não permitirei mais que pregue sua religião usando o meu nome!
- Saia já daqui antes que eu chame a polícia.
- Ahh, pois então chame! Chame mesmo, tenho umas contas a acertar com a polícia.

De repente, ouve-se uma voz vindo da porta da Igreja.

- Sabia que você ia se meter em confusão novamente.
- Hã?! Err… Oi, é que ele não quer me deixar dormir na minha própria casa.
- Desculpa, seu padre… Ele não devia ter saído sozinho de casa. Ele acha que é Deus, tadinho, tem que tomar 7 remédios tarja preta por dia.
- MAS EU SOU DEUS!!!
- E eu sou o Coelhinho da Páscoa, agora vamos. Vamos pra minha casa, assim você não corre o risco de ser preso e apanhar da polícia NOVAMENTE.
- *Humpft* Eu ia ensinar uma lição aos policiais e ao padre…

O padre ficou olhando aquela conversa entre os dois, sem entender muita coisa, e talvez fosse melhor assim. Deus e sua salvadora foram até a casa dela e pela primeira vez, desde que chegou à Terra, ele se sentiu seguro, pelo menos até ele tentar ligar a TV. Ficou impressionando com a quantidade de pessoas que falavam coisas em seu nome, coisas absurdas, promovendo milagres, arrecadando dinheiro… Tudo em nome de Deus. Pessoas sofrendo, morrendo e se perguntando ‘Onde está Deus?‘, e ele estava ali, vendo tudo aquilo pela TV a cabo.

- Acho que não tenho sido um bom Deus…
- Até concordaria com você, mas essas pessoas têm o tão falado ‘livre arbítrio’, fazem o que querem. Não é sua culpa.
- Mas deve haver algo que eu possa fazer para ajudar essas pessoas, ou pelo menos impedi-las de usar meu nome para enganar os outros.
- Não há… Os últimos que tentaram morreram queimados. Se você fizer algum milagre, vão tentar provar que você é um charlatão, e se não fizer milagres, vão dizer que não é Deus porque não faz milagres. O ser humano só acredita em Deus quando precisa, somos egoístas e mesquinhos, sem exceções.
- É, eu sei, mas não era pra ser assim.
- Esquece isso, agora me explica porque você veio para a Terra.
- Então acredita que eu sou Deus?!
- Eu não disse isso. Vai querer começar a discutir de novo?
- Não, não, chega de brigas por hoje.
- Então comece a falar…

Eles começaram uma conversa que durou a noite inteira, e quando menos perceberam, adormeceram juntos, no chão da sala…

O Autor não está personificando Deus, pelo menos não ainda

agosto 24th, 2005Medo

Acho que ningu?m gosta de viver com medo…

Essa tens?o que o medo provoca… A sensa??o de n?o saber o que vai acontecer em seguida. Um quarto escuro e silencioso, e voc? n?o tem uma vela sequer, n?o enxerga nem suas pr?prias m?os. N?o saber nem onde est? pisando, ou se h? algu?m l? dentro ? sua espera.

E quando sentimos isso, vemos que nada importa, palavras usadas, gestos feitos, futuros imaginados ou desejos realizados. Quando o medo chega, somos todos iguais. Deuses ou mortais, todos se tornam crian?as indefesas.

Mas a vida ? assim, pelo menos at? onde eu vivi. Nunca sabemos onde estamos indo, e quando descobrimos que chegamos a algum lugar, vemos que n?o ? o final, h? muita escurid?o ? frente ainda.

Medo ? uma palavra forte, bem forte e real

O Autor n?o gosta de sentir medo, mas ? inevit?vel


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