março 4th, 2007Flamengo 0 x 1 Madureira

Sobrevivi! Mas o Flamengo está agonizando…

Agora já posso falar que fui aos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro e sobrevivi sem nem ser assaltado.

Corte 8, em Caxias. Linha Vermelha de madrugada. Vila do João às 03 da manhã. Centro da cidade de madrugada, durante a semana. Via Show. Morro do Macaco. Raçaa Rubro Negra, em dia de decisão, bem no núcleo, de onde eram puxados os hinos de guerra do Flamengo.

Pois é, me levaram para a Raça…

- Não cara, relaxa, tem um lugar lá que é tranqüilão de ficar, não tem tumulto e é seguro.
- É, Vi… Vamos lá, lá que é bom, todo mundo quer ir pra lá, pra sentir a emoção de estar no meio da torcida do mengão!
- Mas eu não sou flamenguista, só quero conhecer o Maracanã.
- Você só vai conhecer o Maraca depois que for na Raça.
- Vocês garantem minha integridade física?
- CLARO!

E lá fui eu…

Realmente estar lá, no meio daquele tumulto, e ainda faltando 2 horas para o início do jogo, era algo que eu nunca havia experimentado antes, mas estou até agora procurando lugar tranqüilo que eles haviam falado. Acabou que meus guias mudaram de idéia e acabamos indo para a Urubuzada, uma parte mais tranqüila da arquibancada, setor amarelo.

Também foi interessante ver a torcida apoiando o time, mesmo com aquelas jogadas dignas de uma pelada em uma rua de barro. A rivalidade entre a Força Jovem (obrigado pela lembrança, Vanessa) e a Raça, quando uma cantava, a outra tentava cantar mais alto e geralmente, a Raça ganhava.

O clima estava meio tenso, alguns torcedores revoltados berravam no meu ouvido (claro que eles tentavam ser ouvidos por algum jogador, mas eu acho que eu era o único afetado pelos berros e perdigotos), querendo que alguns jogadores do Flamengo trocassem de time, ou se matassem. Antes mesmo do final da partida, fomos embora e antes mesmo de chegar no carro eu já havia sido informado de que não iria no jogo que vai acontecer nesta quarta-feira.

- “Seu pé frio! Não, você não vem da próxima vez!
- “Mas eu já comprei o ingresso pô, agora não tem mais jeito.
- “Se vira, vira cambista, dá teu jeito…

Como se fosse minha culpa aquela cambada de pernas-de-pau não acertarem um mísero gol.

Quarta-Feira estarei lá novamente, mesmo que precise ser escondido, no meio da torcida do Madureira.

março 3rd, 2007Nostalgia

Passando lá no Viciado Carioca, fiquei conhecendo este link aqui: Internet Archive.

E através dele, vocês podem ter uma idéia de como já foi esse site aqui, em 2004. Não acreditam? É só clicar aqui.

março 2nd, 2007O Maraca é nosso!

Acreditem ou não, mas…

Domiiiingoooo… Eu vou ao Maracanã… Vou torcer pra um time que eu nem sou fã, sem fogos nem bandeiras, vou só pela brincadeira, tanto faz ser campeão… Acho que vou de cadeira numerada, mesmo com aquela mulambada, rezando pra não ter confusão. Não é meu time, e tanto faz se ele perder, e o nome dele são vocês que vão dizer…

Se eu sobreviver, dou notícias.

março 1st, 2007Riobodycount

Juro que pensei que não fosse preciso falar isso, mas vamos lá.

O nome é Riobodycount em referência ao Iraqbodycount. É simples assim. Não é questão de ser um nome mais bonito, ou pra inglês ver, ou qualquer outro motivo. É uma referência. Poderia se chamar “Contagem de corpos no Rio“? Claro que poderia, mas deixaria de ser uma referência direta ao site Iraqbodycount.

Por incrível que pareça, mesmo com uma contagem superior a 200 mortos, algumas pessoas ainda se preocupam com o nome. Mas a grande maioria nos apóia.

Confesso que pensei que a maioria das pessoas fosse sugerir redução da maioridade penal, falar que “tem mais é que matar vagabundo meRmo“, lutar pela implantação da pena de morte, e outras sugestões reacionárias. Mas me surpreendi. A consciência dos cariocas, pelo menos dos que têm acesso à internet, mudou, foi o que pude notar pelos e-mails que recebemos.

As pessoas já têm a noção de que não se combate violência com mais violência.


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