Um tapinha não dói
História real! Aconteceu hoje, no ônibus, enquanto eu voltava para casa.
Uma família comum e feliz, uma mãe (com seus 18 anos de idade e 200kg), uma avó (com seus 30 anos de idade e 178kg) e uma criança (com seus 5 anos de idade e 73kg). Era, era uma família da pesada mesmo, mas isso não tem nada a ver com o que aconteceu.
Vizualizem a cena: A criança, esmagando o colo da avó, e a mãe falando no celular.
- Vó! Ô vóóóóóó! Olha ali ó.
- Olha ali o que, meu fofinho lindinho?
- Ali vó, do outro lado da rua…
- Vovó não quer olhar não.
- Ahhh… Olha vó, “pufavô”… Olha!
- Não, vovó não quer olhar, vovó quer apertar as dobrinhas do meu gostosinho!
(detalhe, uma criança obesa é fofinha, mas aposto que quando crescer vão encher o saco do muleque pra ele parar de comer besteiras)
- Olha ali vó, rapidinho ó… Tá caindo neve lá ó…
- Neve? Onde?
E a vovó cometeu o erro de olhar… Quase que instantaneamente (aposto que vocês não fazem idéia do que vai acontecer agora. Aliás, eu poderia ficar enrolando aqui, aumentando o clima de suspense, para que vocês fiquem com mais vontade ainda de saber o que aconteceu em seguida, mas não farei isso, pois não sou cruel) o garotinho deu um tapão na cara da avó, com toda força que seus 73kg compactados em 1 metro de altura, lhe proporcionavam.
PLAAAAAAAAAFT !
Mas foi um senhor tapa. Todo mundo parou para olhar, o motorista quase atropelou um casal de velhinhos que tentava atravessar a rua. As pessoas inspiravam o ar pelas bocas, fazendo aquela cara de dor, sentindo a dor e a vergonha que a avó deve ter sentido ao levar o tapa.
E então, a mãe da criança começou a rir e falar “Deu mole, vó, o Andrézinho é esperto“, bom ele é esperto, abusado, burro e forte, tudo ao mesmo tempo. Porque foi só a mãe falar isso, que levou um tabefe também. “Andrézinho é o cara$%#%. Meu nome é PAULO ANDRÉ!! PA-U-LO!“, disse o pirralho impondo respeito. A mãe coçou o rosto, e aí a avó começou a rir “Hahahahahaha Quem foi que deu mole agora?” e o garotinho começou a rir também, mas por pouco tempo. Aparentemente, a avó se recordou do que acabara de acontecer e retribuiu o tapa, com uma força que não parecia apropriada para bater em uma criança de 5 anos.
O resto da viagem vocês já imaginam, né? A criança foi chorando até o ponto final, e tanto a mãe quanto a avó ficaram com a marca daquela mãozinha em suas bochechas.












