WTF?
Lembrei o que eu queria falar. Se preparem porque o texto vai ser longo.
Pois bem, visualizem esta situação: Turma de Pós-Graduação em Design Digital em um determinado Instituto no Rio de Janeiro. Se situaram? Imaginaram dezenas de webdesigners, marketeiros e designers gráficos trocando altas idéias sobre o futuro do design com o constante crescimento da web?
Se conseguiram, parabéns, porque eu também só fiquei na imaginação. A Pós-Graduação está pra terminar, tenho apenas mais uma aula, mas isso pouco importa, o que eu quero falar é sobre as pessoas.
Se você opta por fazer uma Pós-Graduação em DESIGN DIGITAL, o que você espera aprender? Acho que a resposta é simples, não? Design aplicado à web seria o mínimo, certo? E a turma composta por profissionais da área, certo? E o que você faz quando descobre que 90% da turma não faz idéia do que é um blog? Não, não estou exagerando. O que você faz quando 97% da turma fica babando quando vê um vídeo do Microsoft Surface, com, digamos, uns 6 meses de atraso? O que esperar de uma turma que não é atualizada? Não vou generalizar, é claro, afinal conheci exceções lá, mas muito poucas.
Eu devia ter escrito isso há tempos atrás (logo no início da Pós), mas resolvi esperar pra ver no que ia dar. Uma pergunta que vocês devem estar fazendo é: “Mas tu tá falando de que, ô zé ruela? Você é desenvolvedor! Foi fazer Design Digital pra que?“, primeiro de tudo eu sou desenvolvedor, mas não me limito a desenvolver. Quando uma pessoa bate no peito e se rotula como apenas uma coisa, ela deveria sentar em um cantinho e começar a chorar, pois está se limitado e rejeitando todo o conhecimento que existe além daquele rótulo.
Sou desenvolvedor sim, mas tenho 2 blogs, cuido de bonsai, tenho namorada, vida social e opiniões sobre os mais diversos assuntos. Não quero e nem vou trabalhar com desenvolvimento pela minha vida inteira, aliás, eu só aprendi a programar por uma circunstância da vida mesmo (quando trabalhava na Siemens, como WebDesigner e me pediram para montar um sistema. É, eu já trabalhei na Siemens.). Evolução, saca?
Ontem senti um pouco de tristeza ao ouvir um colega de classe falando “Ahh, eu não tenho saco pra essas novas ferramentas não, pra mim já basta o Orkut. Senão vou ter que ficar o dia inteiro online pra me atualizar. Eu desenvolvo interfaces para que as pessoas fiquem usando o dia inteiro, mas não quero ser vítima de minha própria criação, nem tenho tempo para isso“.
A ferramenta em questão era o Twitter (que vai acabar virando modinha, mas ainda tem muito a oferecer), e ele até teria um pouco de razão se:
O indivíduo em questão é estagiário (ou foi efetivado há pouco tempo) em uma empresa relativamente conhecida por profissionais do ramo. Diz ele que desenvolve interfaces para sistemas de intranet e sei lá mais o que, mas na verdade ele só monta em CSS o que a empresa que contratou a empresa em que ele trabalha mandou ele fazer. Ou seja, ele pode até tentar embelezar seu cargo, mas no fundo é peão, não tem liberdade de criação e ainda diz que desenvolve alguma coisa, como se ele tivesse tido a idéia. Outra coisa, nada do que ele faz vai pra Web mesmo, geralmente é intranet, ou seja, não atrái usuário nenhum, as pessoas só usam porque são obrigadas (afinal, é uma ferramenta de trabalho).
Não vou mencionar o fato deste indivíduo se julgar O sinistrão em quase tudo, achando que com seus 2 anos de mercado já sabe como ele funciona exatamente, considerando a única empresa em que trabalhou (e ainda trabalha) como padrão de mercado, como se ela tivesse todos os melhores profissionais do ramo.
Não tenho nada contra ele vestir realmente a camisa da empresa, acho que é por aí mesmo, valorizar o local que você trabalha e se vangloriar de seu trabalho, mas, como um profissional NOVO, de uma área que cresce constantemente, ele deveria estar mais antenado no que acontece ao seu redor, certo? Enquanto ele está trancado em seu cubículo, o mundo está girando em uma velocidade absurda lá fora, e negar que isso acontece é um suicídio profissional, afinal, quando ele sair da empresa (ou for demitido), vai ver o quanto perdeu, e vai ser difícil correr atrás.
Em contrapartida, um outro colega de classe tomou um rumo completamente diferente. Era dono de um bureau de impressão (depois de falar umas 15 vezes que era uma gráfica, e ser corrigido, acabei aprendendo), e ao ver que o trabalho havia se tornado mecânico, automático, burocrático e que existia um mundo IMENSO, REPLETO DE POSSIBILIDADES (bonito, não?), chutou o balde e virou freelancer. Mais tempo para aprender, mais oportunidades para abraçar, tecnologias para conhecer… Deu certo? Mas claro que deu! Tá fazendo freelances pra Globo.com, expandindo seu networking e evoluindo sempre. No início ele me olhava usando o Twitter e achava que era bobeira, e eu confesso que contribuí para isso, já que eu mesmo não conseguia colocar em palavras o que era e pra que servia aquilo, só que ele resolveu arriscar e hoje já virou um evangelizador (nada de religião, ele só está espalhando o conhecimento). Compreendeu perfeitamente o funcionamento da ferramenta, a praticidade e as vantagens que se tem ao utilizá-la, além de conseguir explicar bem melhor que eu pra que serve o Twitter.
Aos que lerem esse post e se sentirem tentados a se inscrever no Twitter, se você quer ficar batendo papo, ou conversando sobre coisas não ligadas à tecnologia e/ou web, é melhor procurar outro lugar. Lá, por enquanto, ainda é um lugar de pessoas que gostam desses assuntos, mas claro que não ficará limitada à isso pra sempre.
Hoje, você tem que estar lá na frente do cometa, tem que estar atualizado e saber o que está acontecendo. Não é apenas conhecer por conhecer, ficar naquela fissura de saber tudo que existe de mais moderno, mas é ter a consciência de que a falta de informação, pode te deixar de fora do mercado. Desde o início dos tempos é assim, se você acha que o seu conhecimento é suficiente para o resto da vida e que não precisa se atualizar, você vai dançar. A diferença é que hoje a informação corre muito mais rápido e você não tem como acompanhar tudo como antigamente, mas, felizmente existem grandes mentes pensando em como nos auxiliar nesta tarefa. Eis então que mentes brilhantes inventaram o RSS, para que pudéssemos agregar todo o conteúdo que queremos ler, em um único programa (como o Google Reader, por exemplo), o Twitter para facilitar a comunicação rápida entre pessoas (você não precisa mais abrir o MSN ou mandar um e-mail com apenas uma linha escrita).
Óbvio que você pode optar por não se atualizar assim, mas nesse caso ou você procura uma área de atuação que não precise de tanta atualização ou fica lá no final da cauda do cometa (Long Tail). Agora, se você trabalha e gosta de Web, você quer fazer a revolução ou ler nos livros de história depois?
Eu gostei de fazer a Pós-Graduação, mas gostaria mais se os outros alunos fossem mais atualizados, para que pudesse ocorrer uma troca de idéias mais interessantes. Consegui alguns freelances por lá ($$$$ Yeah, baby!), fiz amizades e consegui “converter” algumas pessoas, inclusive algumas dessas pessoas vão para o #InterMinas2008 e para o 13º Encontro de Webdesigners (neste sábado, dia 10/05, no Hotel Glória – Rio de Janeiro).
Essa Pós-Graduação me fez perceber algo que eu nem imaginava. Não quero ser programador e nem designer (que era meu pensamento quando comecei a Pós), quero entender esse mundo de transformações, conhecer as ferramentas e apresentar soluções para as pessoas. Saber das tendências em tecnologia, como otimizar tarefas e reduzir custos (tanto em tempo quanto dinheiro). Sei que sou bom nisso e gosto dessa área, agora só preciso arrumar uma vaga nesse perfil, simples não?
Complicado definir o tema de algo. Os pseudo-intelectuais dizem que "Definir é limitar", mas talvez definir seja se encontrar, ou algum outro sentido que vocês queiram. Nunca consegui definir exatamente o que falo aqui, mas na maioria das vezes faço isso com humor. Às vezes falo sério demais, e às vezes nem falo, enfim, tudo que eu achar interessante, coloco aqui. Tem gente que gosta, tem gente que nem sabe que escrevo aqui. Agora, pare de ler isso aqui e presta atenção nos posts no lado esquerdo do site!
Manuel Guerrero
maio 9th, 2008 às 13:37
Gostei muito deste post, eu já trabalhei com pessoal igual àquele que não queria/estava sem saco para se actualizar e sempre falei para eles que escolheram a profissão errada.
Eu sou desenvolvedor e também gostaria de assistir cursos de pós-graduação mas fica difícil para mim, pois moro em Teresópolis/RJ e só indo para o Rio é que acharia algum, então só posso me atualizar lendo e testando eu mesmo, mas isso ai é lento e você fica com a sensação que ainda tem coisas faltando.
Um abraço, Manuel
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Vinicius Cabral
maio 10th, 2008 às 22:18
Xará… na minha turma de História têm “quase-seminaristas”!!! Os caras deveriam estar estudando prá serem padres, mas não, estão fazendo História! E os caras são xiitas (leia-se conservadores).
Desnecessário dizer o estrago, né?
Neguinho deveria ser proíbido de fazer certos cursos…
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Vanessa
maio 11th, 2008 às 15:39
Pois eh… nem vou dizer (EU AVISEI!) pq não precisa né!?


Não li o seu post ateh o final pq… ah… dps eu leio tudo! hehehe…
Enfim, a vida eh assim msm… nada eh tão perfeito qto se espera, às vezes…
Mas a pós tbém rendeu bons frutos… como seu emprego…
O resto vc jah viu q tem q correr atrás msm… Como vc jah vinha fazendo… Vc eh um cara esforçado e tenho certeza q vai conquistar seus objetivos!
SUCESSO!!! Vc merece!
Bjks… da sua,
Nessa.
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Erika
maio 14th, 2008 às 23:15
Gostei da série de super posts gigantes.
Não concordo com algumas coisas mas que bom que somos assim.
Começa aqui o momento chantagem para que não revele o nome do primeiro exemplo.
Ah!! Grande Mestre tô twittando heim? …
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Marcelo
maio 20th, 2008 às 15:49
Vinicius, “obrigado pela parte que me toca” (sem trocadilhos). Muitas vezes deixamos de aprender com os erros(experiências) dos outros, as vezes só aprendemos quebrando a cara. A época é outra, a informação nunca esteve tão disponível como agora.
O grande lance (the big deal!) é a DISCIPLINA, para não se perder pela web.
Aprender a trabalhar em equipe(diferente de grupo) guardando o EGO em ambiente herméticamente fechado, também é bom.
Vc. consegue ser um cara “multitarefas”, coisa que alguns gostariam mas não conseguem.
Se a minha experiência serviu de exemplo, a sua também serve. Pelo menos para mim.
Ah! Grande Mestre(Miyagi) tô twittando também…
Ass. Segundo Exemplo
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Marcelo Linhares
maio 27th, 2008 às 1:40
Vinícus, especularia que seu perfil é de Arquiteto de Informação
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