Antes de prosseguir com os posts sobre o InterMinas, gostaria de falar um pouco sobre o Twitter, ferramenta extremamente utilizada durante o evento.

Pois bem, eu já falei aqui sobre o Twitter, e gostaria de consertar e acrescentar alguns detalhes.

Primeiro de tudo, quem escreve no Twitter está escrevendo pra quem está no Twitter também. Dãããã, isso é óbvio, não? Não, não é.

As pessoas não escrevem apenas para quem está no Twitter, escrevem pra quem está no Twitter e estão dentro do mesmo contexto que ela, um ótimo exemplo disso foi o Livestream do BlogBlogs, neste último InterMinas. Qualquer um que acessá-lo agora, não vai entender chongas, afinal, além de em 140 caracteres não ser possível escreve muita coisa, as pessoas ainda faziam comentários “com prazo de validade“, comentando exatamente o que acontecia naquele exato momento, sem se preocupar com o sentido das frases depois que a palestra acabasse.

E não estavam errados, afinal, a ferramenta também não lhe permite grandes estripulias. Porém, até mesmo quem estava acompanhando a tag #InterMinas (usando o comando “track #interminas“, no Twitter), muitas vezes se via perdido, ou por não estar presente na palestra, ou por não conseguir acompanhar a velocidade com que as informações eram postadas. Durante o congresso, muitas vezes eu fui obrigado a fechar o Google Talk, já que toda hora aparecia um aviso de que alguém estava escrevendo algo, usando a tag #InterMinas.

O que acontece é que, quando você está ali, “twittando” o tempo inteiro, você nem percebe… É um vício mesmo, e é preciso moderação, não podemos ser dependentes da tecnologia, temos que aprender a usá-la, certo? Confesso que eu mesmo já estava usando o Twitter muito mais do que o necessário, e falando muitas coisas que realmente não eram necessárias, mas, em minha defesa, era tudo pela empolgação do momento, você vai escrevendo, escrevendo… E nem percebe que deixou de ser relevante. Enfim, é um assunto a se pensar, será que TUDO que você fala no Twitter vale a pena ser falado? Tudo bem que o Twitter é um ótimo lugar para entrar em contato rápido com as pessoas, mas se for só por isso, é melhor o MSN, não? Afinal, não tem limitação de caracteres.

O que eu quero dizer, basicamente, é: Tem gente que está abusando das tecnologias: Twittando o nascimento do filho

Acho que esse link aí em cima, demonstra como as pessoas estão ficando cada vez mais envolvidas e dependentes dessas ferramentas. Quando um filho nasce, você quer avisar a sua família, não? Ou você prefere que seus 458 “seguidores” no Twitter saibam? Quando um filho seu está pra nascer, ele é a prioridade, não? Ou você prefere ADIAR o nascimento do seu filho, por causa de trabalho?

É minha opinião pessoal, ok? O blog é meu, falo o que eu quiser e lê quem quiser também. Nada contra o cara que adiou o nascimento do filho e ficou “twittando” o nascimento do mesmo, mas eu acho que isso é exagero. Temos que ter um limite…

Outra coisa… As pessoas precisam APRENDER a usar a tecnologia. Não é porque algo me possibilita fazer alguma coisa, que eu vou necessariamente fazê-la. Já ouviram falar do Live Yahoo? Existem outros serviços também, mas aparentemente, este é o mais utilizado. Basicamente ele faz uma vídeo-conferência, fazendo um broadcast da imagem capturada pela sua webcam, para toda a internet, através de um canal criado quando você loga no sistema. O pessoal do Digital Paper usa essa ferramenta todas as quartas-feiras, a partir das 19:30, para gravar o PodCast Digital Paper, e é um excelente exemplo de uso. Ficam os dois lá, aparecendo na webcam, falando sobre os assuntos do PodCast, e o ouvintes podem ligar suas webcams também, fazendo palhaçadas para desconcentrar o Canha e o Aguinelo, ou para mostrar alguma coisa, além de, é claro, ter o chat onde podem fazer comentários sobre o assunto que está sendo falado.

Agora querem ver um péssimo exemplo do uso desta ferramenta? O pessoal que tentou fazer LiveStreaming pelo Live Yahoo, DURANTE o InterMinas. Eu já falei que o Wi-Fi estava caindo direto, né? O que você acha que acontece quando as pessoas tentam transmitir VÍDEO por uma conexão que já não está tão boa? Pois é… E pra piorar, não era relevante… Que que me interessa ficar vendo o rosto de alguém durante a palestra? E NINGUÉM tinha uma webcam, suficientemente boa para conseguir mostrar o que estava acontecendo no palco, ou seja, completamente inútil.

Usar a tecnologia por usar, é um tanto quanto inútil, não? É como abrir a geladeira só pra ver o que tem dentro, sem pegar nada, nem água. Abre e fecha, só pra gastar energia. Há necessidade disso? Será que seu rosto é tão bonito a ponto de ficar sendo exibido durante uma palestra? Ainda mais quando isso pesa na conexão de todas as outras pessoas que estão na mesma palestra que você? Não vou mencionar nomes, pois quem fez isso até levou um “esporro” na hora, e também não é culpa dela, ela apenas se empolgou com a ferramenta, da mesma forma que as pessoas se empolgam com o Twitter. Só peço para que, por favor, não fiquem fazendo essas coisas, como se fosse uma demonstração de que você stá na frente do cometa, isso não é a última palavra em tecnologia, e não deveria ser usada dessa forma.

A grande causa disso tudo, é o foco social que a Internet está tendo hoje em dia. Redes sociais pipocando por todos os cantos, todos os dias, as pessoas querem porque querem pertencer a algum grupo, liderar alguma coisa, mas sem nenhum objetivo. Uma corrida desenfreada por estar lá na frente, fazendo coisas que os usuários comuns não fazem, sabendo de coisas que eles não sabem, como se isso te colocasse em uma espécie de patamar superior. Todos querem aparecer, mas pra que? Por que? Isso, nenhum deles pode responder…