Quem sou eu?
Pelo visto minhas resenhas sobre o InterMinas vão demorar mais um pouco… Minha cabeça tem fervilhado com idéias, que são frutos do InterMinas, mas nada sobre os assuntos que lá foram discutidos, pelo menos não diretamente.
O título desse post, acredito eu, já revela que esse não será um post sobre tecnologia, nem tendências… É realmente uma pergunta que estou tentando responder há algum tempo.
Desde que me entendo por gente, eu gosto de “coisas eletrônicas“, controles remotos, videogames, computadores… Foi mais ou menos nessa seqüência que eu fui conhecendo e gostando das coisas… No primeiro computador que eu mexi, por exemplo, eu gostava quando meu pai fazia um algoritmo maluco lá, que colocava o computador para contar uma infinidade de números em seqüência, acho até que era um loop infinito. “Uma criança nerd“, você deve estar pensando… Nem tanto, mas acho que podemos me classificar assim.
O tempo foi passando, eu fui aprendendo a mexer sozinho, e esse mundo passou a ser natural pra mim, tanto que não tive dificuldades em 1994, quando ganhei meu primeiro modem (um US Robotics Sportster 14.400) e comecei a entrar no mundo virtual, óbvio que a Internet, como a conhecemos hoje, ainda não existia, e eu usava BBS (Bulletin Board System). Demorei pouco tempo para perceber como funcionava aquele esquema de troca de mensagens, e em muito pouco tempo 1 hora por dia não era o suficiente para mim, chegava a responder mais de 500 mensagens por dia, cheguei até a fazer parte do Ranking das pessoas que mais mandavam mensagens através do CentroIn BBS (se me lembro bem, cheguei a ficar em 6º ou 7º lugar, com mais de cem mil mensagens enviadas), não tinha tempo ruim mesmo… Entrava no meio das conversas, falava com todo mundo, participava até do fórum Varandão, para pessoas com mais de 40 anos, sendo que eu só tinha 14 ou 15 anos, e era bem recebido por lá, fazia amizades sem problema nenhum.
A coisa mudava de figura quando acontecia algum encontro do pessoal, no primeiro que fui (sem exageros), eu fiquei sentado em uma mesa, sozinho, durante quase 3 horas… Só no final do encontro é que duas pessoas vieram falar comigo, e mesmo assim eu conversei pouco. No segundo, eu já conversei um pouco mais… Teve um encontro que eu fui, e, por vergonha de falar com os outros, fiquei o tempo inteiro olhando pra televisão.
Do BBS, pulei pra Internet e era o terror das salas de bate-papo da UOL (é eu sei, meu passado me condena), depois fui pro mIRC e aí nada mais me segurou… Participava de 5 canais diferentes, fora as conversas privadas com umas 10 pessoas, o ICQ piscando o tempo inteiro e os e-mails sendo respondidos. E quando alguém organizava um encontro? Eu ia, mas não falava com quase ninguém, aliás, no primeiro encontro da galera do mIRC, eu só falei com 4 pessoas (sendo que uma delas era o meu próprio irmão e outra era o dono da casa, meu melhor amigo hoje em dia), e no churrasco haviam mais de 30 pessoas, bem mais… A coisa só foi melhorando com o tempo, quando os encontros passaram a ser mais freqüentes, e sempre com o mesmo pessoal, aí eu fui ganhando intimidade e conseguindo falar. Por mais que eu passasse meses falando com a pessoa pela internet, quando a via ao vivo, era como se fosse a primeira vez.
Isso não mudou, e eu nem sei se isso é bom ou ruim. Na Internet eu consigo ter “amizade” e “initimidade” com as pessoas em tempo recorde, converso e brinco como se fôssemos amigos há anos, mas sempre acontece um encontro, né? E aí volta tudo pra estaca zero. Eu reconheço que já melhorei bastante, já não sou tão bicho do mato e até consigo iniciar alguns diálogos de vez em quando, mas na maioria das vezes ainda fico esperando as pessoas virem falar comigo.
Sei também que eu não sou o único assim, acredito até que grande parte das pessoas (com idades próximas à minha) tenha o mesmo problema que eu, afinal, na Internet é muito fácil você falar qualquer coisa, e não é nem uma questão de fingir ser algo que você não é, aqui todos somos livres, não há contato visual, não há riscos. Acho que isso acontece porque faço parte de uma geração de transição, muitos da minha idade não gostam de internet, e apesar de usá-la desde muito jovem, fui educado por pessoas que não conheciam essas ferramentas de comunicação, bem ou mal eu ainda cresci em um mundo que as relações de amizade na vida real, eram feitas aos poucos, com convívio e tempo, ao mesmo tempo que na internet isso tudo estava mudando, e eu fui pego no meio dessa transição.
Acho que as formas de comunicação na internet sempre me fascinaram mais que qualquer coisa e por isso eu acabo “viciando” tão facilmente, mas por sorte sempre tenho alguém por perto pra puxar minha orelha (
) e mostrar que tô abusando.
As crianças de hoje em dia, talvez, não tenham mais esse problema. Talvez os “amigos virtuais” se tornem “amigos reais” ao mesmo tempo e elas nunca venham a sentir esse tipo de vergonha que eu, e muitos outros, sentiram. É possível, não? Afinal, elas já nasceram com essa realidade “embutida“, é tão natural para eles quanto respirar é para a nossa geração. O grande problema é que cada vez mais as pessoas passam mais tempo na internet, e por mais que ela tenha facilitado a comunicação e a agilidade na troca de informações, de forma ALGUMA ela pode substituir o contato humano, nada pode substiruir o contato, o olho no olho. Felizmente, eu nunca fui tão maluco assim, de deixar de fazer as coisas pra ficar no computador conversando com pessoas à distância, mas confesso que foi por pouco que consegui escapar.
Então, eu sou isso tudo aí e muito mais. Sou online, mas também sou real, prefiro ser real do que virtual na verdade, mas é na internet que eu ganho meu sustento, e preciso saber das coisas que estão acontecendo na Internet, mas só por enquanto, só por enquanto… Gosto de usar internet, mas não quero passar a minha vida inteira por aqui, não por “obrigação“.
Esse texto está longe de definir tudo que sou, mas aos poucos eu chego lá.













Seu “perfil” é bem parecido com o meu, eu entrei em contato com a computação após um monte de aparelhos eletrônicos desmontados, “experimentos” com pilhas, etc…
No meu caso eu comecei com 9 anos a mexer com um computador e fazer programas fáceis com BASIC (sempre com a ajuda de um livro que acompanhava o computador que um tio meu me deu como presente quando ele, acabando a faculdade de engenharia de computação, precisou de um mais potente). Depois deste eu ainda herdei mais dois computadores e continuei mexendo com eles, sempre sem internet, minha família não tinha nem telefone, ainda menos internet. Meu primeiro contato sério com a internet foi na faculdade onde me apaixonei por a capacidade de comunicação que ela me oferecia até o ponto de virar un viciado que quase não saía das aulas de acesso.
Comigo aconteceu também que após falar durante meses com alguém numa sala de batepapo não conseguia falar quando estava em pessoa na frente dele ou dela (e acho que ainda acontece um pouco).
Gostei de ler esse “quem você é” e me senti muito identificado.
Um dia desse, a gente se encontra e vamos ver se a gente fica calado o tempo todo o se algúm de nós decide começar falar.
Um abraço.
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Eu sei quem vc eh!!!
Quer saber???
Respondo em apenas uma frase!
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Suspiro com recheio de chocolate = R$2,00
Táxi até a Chácara de Bonsai = R$30,00
Conta do Restaurante = R$88,00
Ganhar vários bonsai e dps ir num rodízio de fondue em Terê COM A MINHA LINDA E MARAVILHOSA NAMORADA… NÃO TEM PREÇO!!!
Huahuahauahauhaua…
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Acho q o comentário acima se encaixa melhor no outro post…
hehehe…
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Vivi,
Tem gente q ainda lembra da minha “linguiça” nesse churrasco!! ahahhahah!
E a latinha caindo da escada sem corrimão, ainda?!?!?! hahahahah!
Essa dificuldade q vc tinha era por falta de “CANA”, pois eu sempre tive o mesmo problema, mas nada q uma bela “DOSE” num afastasse!!! hahahahah!
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