No llores por mi, Argentina
Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, pode até ser verdade mas por via das dúvidas, é melhor anotar tudo.
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, dia 26 de Novembro de 2009. Gostaria de conhecer uma pessoa organizada a tal ponto que conseguisse dormir as 8 horas de sono recomendadas, na véspera de uma viagem, pois eu já desisti desse objetivo, sempre deixo tudo para a última hora e durmo no máximo 4 horas, não que eu durma mais que isso nos outros dias mas isso é outra história… Enfim, poucas horas de sono, e aquela espera interminável para embarcar me fizeram ter algumas alucinações, juro que vi um anão punk (e depois de ter visto uma anã gótica no apagão que atingiu todo o sudeste do Brasil, começo a achar que é perseguição).
Tentei afastar esses pensamentos de minha cabeça e me concentrar na viagem, impossível com aquele lanche servido pela Gol… Tudo bem que eu sou um dos poucos que não gostam de alface e tomate, mas eu duvido que existam muitas pessoas que gostem de comer um pão velho e gelado, com alface, tomate e queijo… Pepsi para beber mas… Peraí!! Pepsi Light? Quem em sã consciência bebe essa aberração? Acho que eles queriam testar a eficácia dos saquinhos de vômito… Sorte que não houveram turbulências, mas muita sorte mesmo. Desconfio que o efeito de Pepsi Light com um pão velho e gelado, seja até mais catastrófico do que misturar Coca-Cola com Menthos…
Sobrevivi, e descemos em Buenos Aires, a cidade que todos falam que é a Paris da América do Sul… Só que ao invés de ter uma moeda que vale 3 vezes a nossa, tem uma economia quebrada com o peso argentino valendo R$0,48, ou seja, é a Paris da América do Sul porque nos sentimos ricos europeus por lá. Claro, a arquitetura e o clima ajudam bastante, mas a economia é que deve ser o motivo principal para este “apelido“.
Já no hotel, enquanto a namorada colocava as malas no lugar, eu fui marcar meu território argentino, depois deitei na cama e fui avisado de que estávamos atrasados para nosso primeiro passeio, num parque repleto de rosas (só fui saber isso quando cheguei lá), andamos a tarde inteira, descobrimos uma galeria de arte (Sivori), shopping center e quando retornamos ao hotel é que percebi que estava com o zíper da calça aberto durante todo esse tempo. Foi então que entendi o motivo de toda argentina que eu vi, estar sorrindo pra mim. Elas me olhavam, sorriam e ficavam ruborizadas, e eu achando que estava fazendo sucesso em terras estrangeiras, estava era passando vergonha.
Malabaristas desempregados existem em todos os cantos do mundo, e não é porque Buenos Aires possui uma arquitetura com influências européias que vai conseguir escapar desse mal… Os que foram rejeitados no Circo de Soleil também aproveitam os sinais espalhados pela principal avenida da cidade para tentar ganhar uns trocados. Me disseram que isso é por conta da crise, mas eu acho que é falta de talento mesmo… Enfim.
Próximo post será o relato sobre minha incansável busca por alfajores e por um pouco de sono.















