Pensar “fora da caixa” pode ser muito rentável

3 nov 2009 Arquivado em: Posterous

É ótimo quando as pesquisas científicas confirmam aquilo que a gente sabe, mas não podia apresentar com dados, não é mesmo? Foi o que aconteceu na edição de setembro/outubro da revista HSM Management: foi publicado um artigo e uma entrevista com o Professor Gregory Berns, físico, neurologista e engenheiro biomédico que trabalha nos departamentos de psiquiatria e economia da Emory University, nos Estados Unidos.

O livro mais recente do Prof. Berns se chama “Iconoclasta: um neurocientista revela como pensar diferente.” No livro, o professor divulga resultados de suas pesquisas na área do pensamento criativo e da inovação. São conclusões importantes do ponto de vista científico, mas nem todas chegam a surpreender quem passou a vida toda trabalhando com criatividade e inovação numa base diária. Uma das conclusões mais diretas e efetivas de Berns é a seguinte:

“Para “pensar diferente” a atitude mais benéfica que você pode ter é se colocar fora de seu ambiente usual. É raro que as pessoas tenham idéias novas enquanto estão sentadas em seu escritório ou interagindo com as mesmas pessoas todos os dias. Observamos que se colocar em uma circunstância inédita ou diferenciada, seja numa viagem ou encontrando pessoas que não vemos todos os dias, é de longe a melhor forma de fazer com que o cérebro saia de seu modo previsível e desperte a criatividade inerente.”

Os escritores sabem disso há muito tempo, daí tantos “livros de viagens” e romances escritos durante estadias em países diferentes, as chamadas “obras do exílio”. Pintores também são famosos pela inspiração fornecida por novos ares e paisagens diferentes. Diretores de cinema como Woody Allen e David Lynch já endossaram a tese. E os melhores criativos que conheço, inclusive nas várias agências nas quais trabalhei, sempre foram unânimes em apontar o valor inestimável de mudar o cenário para ter suas melhores idéias.

Ao sair da mesa, tomar um café, ir até a esquina para comprar um sorvete, ou qualquer coisa que quebre a rotina e os tire de trás de suas mesas, a criatividade sempre parece fluir melhor, com mais facilidade, mais rapidamente. Naturalmente, isso sempre foi verdadeiro pra mim também, e por isso sempre estimulei as equipes de criação que dirigi a terem essa atitude de mudar de ares e evitar a rotina de ficar atrás da mesa. Previsivelmente, nem sempre isso agradou a todos nas agências onde trabalhei.

Muitas vezes o pessoal que não era diretamente responsável por criar a nova idéia, a campanha ou o plano inovador achava que se a equipe não estava sentada à mesa, fazendo cara de compenetrada, escrevendo ou ilustrando, não estava produzindo.

Sempre defendi o contrário – o criativo é mais produtivo sempre que ele ”sai da caixa”, qualquer que seja a caixa: a mesa, a baia, a sala de reuniões ou o horário exato que se espera que ele faça. Milhares das melhores idéias aconteceram enquanto os criativos estavam dirigindo de volta pra casa; quando estavam tomando banho na manhã seguinte ao dia do briefing; quando eles saíram de suas mesas para tomar um café e dar uma volta – sem necessariamente fazer cara de conteúdo: simplesmente indo até a padaria da esquina, despreocupadamente.

Pensando bem, nada mais óbvio: para que as pessoas pensem fora da caixa, deixe que elas saiam das suas caixas! Parece a coisa mais simples do mundo – mas não costuma ser simples no cotidiano. Os empresários, os clientes e o pessoal do atendimento normalmente reclamam, se chateiam e agem como se o criativo não estivesse fazendo seu trabalho cada vez que ele tenta sair da caixa física, ou da caixa dos horários exatos aos quais a burocracia gosta tanto de submeter as pessoas na ilusão de controlá-las. No caso de um trabalhador intelectual que executa tarefas criativas, um controle absolutamente ilusório, porque ficar sentado à mesa com cara de preocupado nunca ajudou ninguém a ter uma idéia feliz, inovadora, inspirada, arejada.

De fato, como também está hoje comprovado cientificamente, idéias felizes e produtivas têm mais chance de acontecer quando as pessoas estão felizes. Trancadas nos limites da sala, do horário estrito e da burocracia, as pessoas ficam menos felizes. E suas idéias ficam burocráticas, sem graça, sem inovação.

Curioso que burocratas cinzentos se perguntem “porque é tão difícil encontrar idéias que sejam realmente “fora da caixa?”. É exatamente por aquela atitude que os criativos sempre valorizaram tanto, e que os mesmos burocratas sempre chamaram de bobagem, frescura, ou coisa muito pior.
Mas agora, pasmem: tem até comprovação científica!

Por Paulo Ferreira, publicitário, consultor especialista em Gestão Estratégica de Negócios. Atua também como consultor de imagem e comunicação para diversas empresas por meio de sua consultoria, a Wasaby Innovation.

HSM Online
30/10/2009

E o que você tem feito para quebrar a sua rotina? Mesmas músicas, mesmos amigos, mesmas ruas…
É difícil demais sair da rotina quando se tem responsabilidades, mas é preciso. Mesmo que em menor escala… Viajar nem sempre é possível, mas se a Teoria do Caos estiver correta, pequenas acontecimentos acarretam em grandes mudanças, e pessoalmente eu acredito que ela esteja…

Escrito via web em Oh crap

Imaginação fértil

25 out 2009 Arquivado em: Humor, Invenções, Nerdland

Nerd é a pessoa que pensa ao comprar um fone bluetooth: “Se o ladrão me levar o celular, posso correr atrás dele e usar o próprio celular que está com ele, para ligar pra polícia”, e fica imaginando como vai explicar para a atendente que ele está usando o celular que foi roubado para fazer aquela ligação:

- Mas senhor, de onde você está fazendo a ligação?
- Ora, do meu celular é claro!
- Mas ele não foi roubado?
- Sim, mas é que eu tenho um fone bluetooh
- Blueoque?
- Bluetooth
- Senhor, vou pedir ao senhor para que mantenha a calma e controle sua respiração, não estou conseguindo compreender o que está falando.
- Mas é que eu tô correndo atrás do ladrão.
- Senhor, não é aconselhável reagir a assaltos, e nem perseguir o infrator. Peço que mantenha a calma e aguarde um policial chegar.
- Mas é que…
- A polícia agradece sua ligação, tenha um bom dia.

O que ele não imagina é que, ele não vai ter como correr atrás do ladrão para manter a distância máxima de 10 metros -que é o raio de ação do bluetooth- já que ele é um sedentário . Mas isso é um mero detalhe.

Escrito via email em Oh crap

Os Nerds – Parte I

6 out 2009 Arquivado em: Histórias (Sur)Reais, Humor, Invenções

…Existe um submundo que os olhos humanos pouco treinados não conseguem ver, as pessoas comuns estão sempre preocupadas com seu próprio mundo, absortas com seus problemas e suas vidas corridas, mal percebem que existem diversos micro universos (microversos) ao seu redor, com leis, cidades, costumes e pessoas completamente diferentes das que eles conhecem.

A definição de microverso pode ser complexa para nossas mentes atrofiadas, mas se pararmos um pouco de olhar para nossos próprios umbigos, poderemos ver que existem pessoas que apesar de fisicamente -e aparentemente- viverem em nossa realidade, na verdade fazem parte de um outro mundo, do qual muitas vezes não compreendemos nada. Quando percebemos isso, passamos a entender que eles têm a mesma impressão quando olham para nós e então… Nada mais faz sentido.

Uma das coisas que menos faz sentido é o microverso dos nerds.

[Nota do Autor: Caso eu não consiga terminar essa história, digam a minha família que os amo. E que tudo que eu fiz foi para protegê-los. Sei que estou falando sobre um assunto delicado e é provável que eu sofra represálias depois disso, só espero que consiga terminar o texto antes de me descobrirem...]

Enganam-se os leigos que acham que todo mundo que mexe com computadores é nerd, essa realidade poderia até existir há algum tempo atrás, porém hoje em dia o Orkut está aí para jogar essa teoria scrap abaixo. “Ahh, mas a maioria do pessoal que usa Orkut só sabe fazer aquilo, quando se fala ‘mexer com computadores’ estamos fazendo referência àquele gordinho de óculos que cria coisas como o Orkut“, dirão alguns, e novamente estão errados. Pra começar que, usando o Orkut como exemplo, quem teve a idéia era um cara magro e sem óculos (e gay, mas isso não vem ao caso) e segundo que nerds fazem coisas úteis (mesmo que você não compreenda a princípio, mas sempre tem uma utilidade), e convenhamos que a única utilidade do Orkut só surgiu quando você parou de colocar fotos de suas bebedeiras e pegações na internet, já que sua mãe também abriu uma conta lá e comenta em todas as suas fotos. E em segundo lugar, nerds gordos e de óculos são apenas a camada superificial (e gordurosa) desta sociedade complexa e obscura, que todos adoram usar em exemplos depreciativos, porém a maioria não faz idéia da real extensão de seu poder.

Nerds são virgens. E isso pode parecer redundância mas é bom reforçar essa idéia. Se um “nerd” diz que não é virgem, então ele não é nerd… Isso não impossibilita o nerd de ter uma namorada, mas mesmo namorando por 4 ou 5 anos, ele ainda não terá dominado a ciência de remover as roupas de sua “parceira“. Tentem compreender uma coisa: Quanto mais sexo se faz, menos tempo você possui para se dedicar às atividades intelectuais, e um nerd usa o seu cérebro 98% do tempo (nos outros 2% ele está tentando se adaptar à sociedade), quando um nerd -por alguma piada irônica do universo- descobre o sexo (não estamos falando de sexo virtual, ok?), ele automaticamente deixa de ser nerd. Suas preocupações passam a ser outras, ou você realmente acha que depois de provar do “fruto proibido” ele ainda vai querer perder tempo fazendo cálculos matemáticos? Observando estrelas? Jogando RPG? Ele só fará essas coisas se precisar impressionar alguma mulher para conseguir sexo.

Uma forma bem eficiente de saber se um nerd fez sexo é observar seu boletim. Pois é, depois da primeira vez suas notas caem vertiginosamente, e ele precisa se esforçar para ficar na média e não ficar de recuperação. As pobres mães se perguntam: “Mas você era tão inteligente até terminar o Mestrado. Porque estão criticando tanto a sua tese de doutorado, meu filhinho?“, pois é minha senhora, o seu filho quarentão não é mais virgem.

[Continua...]

Latência2.0

6 out 2009 Arquivado em: Posterous

Ontem, após pensar em uma ideia legal pra contribuir com o trabalho do meu grupo da #posmktdig4, decidi jogar no Google o “how to make a network work” e me deparei com o texto HOW TO BUILD YOUR NETWORK, que fala sobre o que é necessário para fazer uma rede funcionar. O interessante deste trabalho é que, em nenhum momento, ele pretende ser um mais um texto sobre marketing digital. Esse termo nem aparece no texto. Ele simplesmente analisa o que potencializa uma rede, seja sobre o assunto que for.

Pra ajudar a galera que tem dificuldade com inglês, resolvi dar uma “traduzida”, já puxando a brasa pro nosso lado, na aula do Nepô.

Basicamente, o autor destaca três pontos para a formação de uma rede eficiente:

1.Informações privilegiadas – em que são oferecidos conteúdos que teoricamente não podem ser encontrados em domínio público, com a data de lançamento de um determinado produto, um código de software não-publicado etc. Nesse ponto o texto destaca a confiança nos membros da rede como um dos fatores que podem melhorar as relações e fazer a rede produzir melhor, dar certo.

2. Conjunto de habilidades específicas – uma rede é formada por vários, não só alguns. Nesse caso o texto fala o seguinte: “A melhor maneira de se ter uma boa ideia é ter várias ideias”. Surge aqui a relevância do brainstorm como o primeiro fornecedor de conteúdo, que será consolidado em um blog, ou o suporte que acharem mais adequado (filtro desse conteúdo).

O texto diz ainda que o sucesso individual depende na habilidade de superar limitação através dos outros. Quando se troca informações com pessoas de diferentes backgrounds, a tendência é produzir um conteúdo ainda mais rico e variado.

3. Poder – O texto cita os “brokers” (corretores, amplificadores de informação, no nosso caso, os twitteiros, blogueiros) como aqueles que potencializam a informação, fazendo com que a informação deixe a característica piramidal de antigamente (top down) para uma leitura mais linear, uma conversa mais madura. Acho que esse poder é representado pela nova consciência que os consumidores têm ao fazer com que empresas desçam dos seus pedestais e conversem de igual pra igual, respeitando a opinião desses consumidores e mudando produtos em função disso. As redes bem formadas têm poder. Nós da #posmktdig4 também temos esse poder transformador, se formos capazes de formar uma rede de qualidade.

Para finalizar, o texto cita que as atividades compartilhadas são a melhor forma de se formar boas redes. Nesse aspecto, nós temos exemplos de sobra: Sou+Web, Twestival, WAW, além do nosso próprio interesse em estratégia de mkt digital. Oops, estratégia de rede, né Nepô?

Um dos parágrafos finais do texto é muito importante para consolidar a ideia que o autor tem de rede.

“Pesquisas mostram que quando as redes são baseadas em confiança, diversidade e amplificadores da informação, podem aumentar o nível da informação de o que você conhece para quem você conhece.

Espero ter contribuído.

Abs,
FC.

Escrito via web em Vinicius’s posterous

É preciso questionar o funcionamento das coisas para que possamos compreender o mundo ao nosso redor. A inquietação sempre gera mudanças, para o bem e para o mal.

Conformismo é o alimento dos medíocres. Think outside the box!

É possível inovar em cima de idéias supostamente obsoletas ou até mesmo das já estabelecidas… Basta força de vontade.

O que precisamos é de uma revolução, seja ela mental, social, política ou qualquer outro tipo, seja individual ou coletiva. É preciso sacudir um pouco as coisas para que as pessoas percebam que a situação anterior não era tão boa assim.

Inspire revoluções. Inspire pessoas, faca com que elas sejam agentes de suas próprias mudanças.

Parafraseando Gabriel, o Pensador: Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a gente muda, a gente anda pra frente e quando a gente manda, ninguém manda na gente. Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro…

Vinicius Costa
www.projetobonsai.com
www.twitter.com/viniciuscosta

Escrito via email em Vinicius’s posterous

Sobre este blog

Complicado definir o tema de algo. Os pseudo-intelectuais dizem que "Definir é limitar", mas talvez definir seja se encontrar, ou algum outro sentido que vocês queiram. Nunca consegui definir exatamente o que falo aqui, mas na maioria das vezes faço isso com humor. Às vezes falo sério demais, e às vezes nem falo, enfim, tudo que eu achar interessante, coloco aqui. Tem gente que gosta, tem gente que nem sabe que escrevo aqui. Agora, pare de ler isso aqui e presta atenção nos posts no lado esquerdo do site!